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domingo, 21 de setembro de 2014

(1_BIO_LIC_VB_KIMBERLY_RAMOS) ANATOMIA COMPARADA: O HOMEM PERTENCENDO À NATUREZA.

Geralmente quando se fala das características do corpo humano, adota-se a ideia de que nossa espécie corresponde ao máximo de perfeição alcançado pela evolução humana. Infelizmente a natureza não se importa com nosso ego, e somos apenas mais uma espécie a habitar esse planeta.

Uma análise de anatomia comparada permite identificar órgãos homólogos em outros animais, não apenas primatas como nós, mas também de outras ordens ou até classes. A homologia permite mapeamento das origens evolucionárias, permitindo correlações, por exemplo, entre a asa de um morcego e o braço humano, posicionando estas duas espécies como possuidoras de um ancestral em comum. Embora a anatomia clássica se detenha em descrições da forma dos órgãos em análise, a função é indissociável, e possibilita inferir aspectos de seu funcionamento e até do caminho evolutivo da estrutura.


Exemplo de órgãos homólogos: asa de morcego e braço humano (retirado de http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/cacadores-de-fosseis/os-morcegos-e-suas-asas)

Como exemplo, pelo esqueleto de um animal é possível realizar inferências de sua vida e hábitos. Uma inferência possível é a partir da forma do esqueleto e como permite a inserção da musculatura, o que determina como são realizados os movimentos e demonstram semelhanças com outros organismos do mesmo habitat. A seleção natural elege as diferenças que permitem melhor adaptação ao modo de vida do organismo, e deste modo, por milhões de anos vai “moldando” a estrutura, cada vez mais especializadas. Alterações na conformação do crânio, da caixa torácica, do comprimento do corpo e altura dos membros, estão relacionadas a graus de potência para diversas atividades, como andar, correr, voar, nadar, defender-se, etc. Ainda nesse exemplo pode-se citar as diferenças na mandíbula e na dentição de animais carnívoros e herbívoros.


Uma apostila discutindo essas questões foi elaborada por pesquisadores da UNESP e encontra-se disponível em <http://www.unesp.br/prograd/PDFNE2004/artigos/eixo3/umabordagemcontextualizada.pdf>, acesso em 18/09/2014.