Muitas vezes, ao se estudar determinados músculos, articulações ou outras estruturas anatômicas, as mesmas podem estar laceradas ou colabadas devido ao excesso de uso; ou até mesmo devido à má dissecação e a dificuldade de se conseguir cadáveres para estudos. Podemos pensar então na utilização de um atlas, mas o mesmo não nos dá a mesma imagem tridimensional de uma peça anatômica a qual podemos sentir manualmente. Também não precisamos de luvas e nem da fragrância "deliciosa" do formol. Por isso, a peça anatômica industrializada tem suas vantagens. E pensando nisto, resolvi postar este vídeo explicando como são feitos os moldes anatômicos. É evidente que os materiais sintéticos não substituem os cadáveres. Isto foi até uma tese de doutorado da USP de Thelma Renata Parada Simão Marsola (Doação Voluntária de Corpos para Estudos Anatômicos, 2013), onde na aplicação de um de seus questionários, indaga se podem ser substituídos cadáveres por materiais sintéticos ou tecnologia de imagens (ressonância, tomografia...), 78,5% dos entrevistados responderam que não (p. 60). Porém, como seremos futuros educadores, poderemos nos deparar com alguns questionamentos dos nossos alunos: ¨como é feito esta peça anatômica? É feito manualmente, mecanicamente; é pintado a mão ou robotizado? Para que tenhamos o devido conhecimento, aí está o vídeo.
MARSOLA, T. R. P. S. Doação Voluntária de Corpos para Estudos Anatômicos. Tese de Doutorado da USP. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/ teses/disponiveis/10/10132/ tde-05082013-120751/pt-br.php.>, acesso em 25 maio de 2014.